TEXTOS

Ainda temos 2014

17 de Maio de 2014

Em meados de dezembro de 2013, tudo parecia imutável: se as eleições presidenciais fossem no final do ano e os candidatos fossem aqueles - Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos - a reeleição da atual presidente se afigurava inevitável, nos números das pesquisas, na realidade político-econômica do país e na certeza da maioria dos analistas.

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Mas eis que veio 2014.
E, com o novo ano, fatos novos.
A começar pela sucessão de escândalos gigantescos na Petrobrás. Houve de tudo, de contratos não explicados a doleiros e caixa dois.
A corrupção ganhou mais um round, com a libertação dos mensaleiros, ainda beneficiados com mais algumas regalias.
Até mesmo a oposição pareceu ressuscitar. Aécio Neves foi quem mais trovejou, ao chamar Dilma de inepta para o cargo presidencial.
As pesquisas não levam a porto seguro, mostram apenas uma pequena vantagem para a atual presidente.
Os partidos secundários pendem de acordo com a perspectiva de quem tem mais chances.
O ''Volta Lula'' foi um aceno saudosista de quem tinha cargo e poder no governo anterior, mas serviu apenas para atiçar vaidades esquecidas.
Muito mais há de vir até as eleições, 2014 veio para ficar.
Difícil que ocorra algo aparatoso, pelo menos nada há a indicar isso no horizonte.

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Dilma, Aécio e Campos estão no jogo com o que têm de melhor.
O PMDB é uma força respeitável, poderia mudar o cenário, mas suas antenas estão voltadas para o ponto mais alto do pódio, certo de ser o guardião da nossa estabilidade.
Vem aí a Copa e, com ela. os protestos nas ruas. Difícil dizer a quem vão ajudar ou prejudicar.
Restam ainda duvidosos os candidatos à vice-presidência, um balizador relevante.
Novidade são os colóquios temáticos da presidente Dilma com jornalistas (esportivos, mulheres) onde ela não corre o risco da impropriedade dos improvisos.
Foi num desses encontros que, minimizando as crises, a presidente afirmou que, em 2015, ''o Brasil vai bombar''. Não ficou claro o sentido exato dessa garantia, mas é bom ter presente que, antes disso, ainda temos todo o 2014 e uma série infindável de dúvidas sobre os rumos da nossa economia, esta sim decisiva nas eleições.

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Bolivarianas
Realidades bolivarianas, o que são elas?
É o que me perguntam a propósito do texto da última semana, sobre a morte de Gabriel García Marquez.
Uma resposta pode ser a prisão, há poucos dias, de estudantes venezuelanos no aeroporto de Caracas, quando se preparavam para vir ao Brasil denunciar a morte violenta de 44 patrícios durante protestos nas ruas daquele país.


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